Jorge Ben Jor, junto a sua inseparável Banda do Zé Pretinho, foi o ponto alto da noite de sexta-feira, 10, sendo também a maior atração da festa “Fundição Balanço”, realizada, como já sugere o nome, na Fundição Progresso, uma das casas de show mais renomadas da Lapa. O cantor fez do espetáculo um sinônimo de animação. Em seu repertório havia músicas do seu último CD, “Reactivus amor est”, como “Tupinambás”, “Janaína Argentina”, “O nome do rei é Pelé”, além dos já consagrados sucessos “País tropical”, “Taj Mahal”, “Chove chuva”, “Que maravilha” e “W/Brasil”. O show foi aberto pelo grupo Casuarina, cujo repertório foi de sambas do seu primeiro disco, além de uma seleção de clássicos do gênero. Os intervalos foram conduzidos pelo DJ Lúcio K, para que a noite fosse encerrada pela enérgica bateria do Salgueiro.
Com 30 álbuns lançados e 28 milhões de cópias vendidas, o sucesso de Jorge Ben se revelava desde as filas da Fundição, onde fãs mais animados já cantavam alguns de seus clássicos, como “Mas que nada”. Dentro, a pista inferior, de frente ao palco, começou a encher pouco antes do cantor subir ao palco. A Fundição comportou um número agradável de pessoas, bastante para encher a casa, mas não a ponto de tornar-se um sufoco para os fãs, que, podendo também optar pelos andares superiores do lugar, se não ficaram cara-a-cara com a banda, com certeza conseguiram um ponto privilegiado nas sacadas para não perder os detalhes do show.
O espetáculo ficou longe de se resumir às músicas. Tão logo Jorge Ben começou a sua canção “Gostosa”, o palco foi inundado de esbeltas garotas do público, que sambavam não só para aproveitar o minuto de fama, mas também para impressionar o cantor. Esta foi uma estratégia de interação bastante aplaudida. Tanto que, músicas depois, para o espanto da platéia, as garotas retornavam ao palco agora em maior número, a presença delas agora durando o resto do show, o que causou a impressão de saturação em alguns que assistiam.
Garotas à parte, e elas e o público masculino agradecem a participação, Jorge Ben também deu um espetáculo de gentileza ao ouvir os pedidos de fãs que chegaram atrasados e faziam questão de ouvir algumas músicas já tocadas. Ele as repetiu e fechou o show com a mesma altura com que o encaminhou.
Pedro Chaves
Neta de Dorival Caymmi, Alice Malaguti Caymmi fala com exclusividade ao blog Musimix, sobre sua carreira, seus futuros planos e opinião sobre música. A jovem musicista de 16 anos revela que pretende seguir carreira na vertente de MPB Moderna, tentando não ficar presa a um estilo só.
Alice Caymmi faz parte de uma família formada por grandes nomes da música como Dorival, Nana e Danilo Caymmi. Para Alice Caymmi, não são apenas parentes que a apóiam: são ídolos que influenciaram seu estilo (MPB) e suas composições. Diz também que possui vários ídolos. Segundo ela, “os mais óbvios” são bandas como Dave Matthew’s Band e a cantora Björk.
Myspace é um serviço de rede social muito usado por bandas e músicos, graças à habilidade de hospedar musicas em formato mp3. Alice Caymmi recentemente criou uma conta no “Myspace”, onde estão disponíveis as músicas “Diamante Rubi”, “Quebra Cabeça” e “Don’t Stop Me Now” (Cover de Freddie Mercury – Queen).
“Diamante Rubi” foi uma das músicas de sua autoria que ela mais gostou. Esse “surto de criatividade repentina”, segundo Alice, foi uma das experiências mais prazerosas da composição musical. A música foi criada com a melodia e a letra simultaneamente. Já no caso de “Quebra cabeça”, foi uma experiência familiar. “Fiz essa música com meu pai [Danilo Caymmi] e minha irmã Juliana Caymmi, enfim, muito proveitoso no que se diz respeito à composição em grupo, pois nunca o havia feito”, conta a musicista. A maior dificuldade de um músico, na opinião de Alice Caymmi, é agüentar o “show business”. E para quem possui família conhecida, ser reconhecido pelo próprio talento sem ser ofuscado por aqueles que o tomam como mais favorecido.
Para Alice Caymmi, a música nacional não tem a merecida atenção pelos jovens e nem sua função histórica no Brasil. Afirma que muitos desconhecem importantes ícones e músicas que revolucionaram a cabeça de jovens de outras épocas. Ela apóia a valorização do produto nacional: “Devemos valorizar o que é nosso, afinal, somos brasileiros, não turcos, tchecos, americanos e afins!”.
- Divulguem suas músicas pela Internet As produtoras estão falindo, não há mais venda de CD nem direito autoral, portanto, não contem com isso. Façam shows e se preparem, pois o mercado da música está passando por um período de transformação e é preciso saber vender seu peixe. No momento, o que for mais criativo ganha. – recomenda Alice Caymmi.
http://www.myspace.com/alicecaymmi/
http://www2.uol.com.br/dorivalcaymmi/
http://www.davematthewsband.com/
Walmir Junior