Musimix


Festival de Primavera é sinal de novidades na PUC
30 Outubro 2006, 2:23 pm
Arquivado em: Eventos, Pedro

Teve início na última segunda-feira, dia 23, a 6ª edição do Festival de Primavera da Puc-Rio, evento organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) que contou com a exposição de diversas atividades simultâneas. Não restrito apenas a música, ainda que os mais de 40 grupos tenham sido o forte da semana, o festival também exibiu peças teatrais, apresentações circenses, artesanato, saraus de poesia, mostra de cinema, bate-papo e até mesmo a rifa de um Monza 83 inteiramente estilizado.

A entrada para os shows foi franca, ainda que alguns meios de comunicação tenham noticiado previamente que o custo seria 2 kg de comida não-perecível, incluindo na sua programação nomes familiares como o do polêmico Rogério Skylab, o rapper B Negão, o grupo Rio Maracatu, Big Gilson, Sereno da Madrugada e Monarca da Portela. Todos os dias, estudantes da Puc e visitantes poderiam encontrar algum afazer a partir das 13h, seja no ginásio, onde a capacidade de abarcar pessoas é maior e a estrutura do palco foi montada, ou mesmo na Vila dos Diretórios. Lá, eram oferecidas atividades culturais de menor público, como a leitura de Mário Quintana pelo escritor Marcelo Mello.

As apresentações principais subiam ao palco às 21h e, no geral, terminavam após 1h de show, sendo quinta o dia de maior audiência, para compensar a sexta-feira, quando os bares periféricos da Puc estavam mais cheios do que o evento em si. “Foi muito interessante a idéia de dedicarem um dia inteiro ao samba”, disse Thiago Carvalho, aluno do 2º período de Comunicação, sobre a quinta-feira, quando se apresentaram também o já conhecido Samba do Cacos e um grupo cujo vocalista imitava os trejeitos do ídolo do samba Zeca Pagodinho. “Já na sexta, o festival já tinha dado o que tinha que dar”, completou Thiago. Algumas pessoas chegaram a reclamar do grupo Rio Maracatu, o qual, na opinião destes, esqueceu suas raízes regionais e aderiu aos moldes comerciais.

Pedro Chaves



Alice Caymmi e a MPB Moderna
30 Outubro 2006, 2:05 pm
Arquivado em: MPB, Walmir

Neta de Dorival Caymmi, Alice Malaguti Caymmi fala com exclusividade ao blog Musimix, sobre sua carreira, seus futuros planos e opinião sobre música. A jovem musicista de 16 anos revela que pretende seguir carreira na vertente de MPB Moderna, tentando não ficar presa a um estilo só.

Alice Caymmi faz parte de uma família formada por grandes nomes da música como Dorival, Nana e Danilo Caymmi. Para Alice Caymmi, não são apenas parentes que a apóiam: são ídolos que influenciaram seu estilo (MPB) e suas composições. Diz também que possui vários ídolos. Segundo ela, “os mais óbvios” são bandas como Dave Matthew’s Band e a cantora Björk.

Myspace é um serviço de rede social muito usado por bandas e músicos, graças à habilidade de hospedar musicas em formato mp3. Alice Caymmi recentemente criou uma conta no “Myspace”, onde estão disponíveis as músicas “Diamante Rubi”, “Quebra Cabeça” e “Don’t Stop Me Now” (Cover de Freddie Mercury – Queen).

“Diamante Rubi” foi uma das músicas de sua autoria que ela mais gostou. Esse “surto de criatividade repentina”, segundo Alice, foi uma das experiências mais prazerosas da composição musical. A música foi criada com a melodia e a letra simultaneamente. Já no caso de “Quebra cabeça”, foi uma experiência familiar. “Fiz essa música com meu pai [Danilo Caymmi] e minha irmã Juliana Caymmi, enfim, muito proveitoso no que se diz respeito à composição em grupo, pois nunca o havia feito”, conta a musicista. A maior dificuldade de um músico, na opinião de Alice Caymmi, é agüentar o “show business”. E para quem possui família conhecida, ser reconhecido pelo próprio talento sem ser ofuscado por aqueles que o tomam como mais favorecido.

Para Alice Caymmi, a música nacional não tem a merecida atenção pelos jovens e nem sua função histórica no Brasil. Afirma que muitos desconhecem importantes ícones e músicas que revolucionaram a cabeça de jovens de outras épocas. Ela apóia a valorização do produto nacional: “Devemos valorizar o que é nosso, afinal, somos brasileiros, não turcos, tchecos, americanos e afins!”.

- Divulguem suas músicas pela Internet As produtoras estão falindo, não há mais venda de CD nem direito autoral, portanto, não contem com isso. Façam shows e se preparem, pois o mercado da música está passando por um período de transformação e é preciso saber vender seu peixe. No momento, o que for mais criativo ganha. – recomenda Alice Caymmi.

http://www.myspace.com/alicecaymmi/

http://www2.uol.com.br/dorivalcaymmi/

http://www.davematthewsband.com/

http://www.bjork.com/

Walmir Junior



Três Meia Zero: Poprock com críticas sociais
30 Outubro 2006, 1:51 pm
Arquivado em: Rock, Sandro

Dentro da cena underground do pop rock carioca é comum acharmos bandas voltadas a temas adolescentes e amorosos. A banda Três Meia Zero, liderada por Marcelo Bruzzi, propõe a quebra desse padrão misturando uma levada rock n’ roll com letras jovens e politizadas.“Hoje em dia, tem uma infinidade de bandas nas garagens cariocas. A banda Três Meia Zero leva um som diferente das demais, com críticas sociais e com um rock maduro”, declara o vocalista Marcelo Bruzzi.Antonio Pedro, ou Pedrin, é o único guitarrista do grupo. Augusto Mexicano cumpre a função de baterista e Bernardo Costa o de baixista.

Inspirados em conjuntos como Tihuanna, CPM 22, Red Hot Chilli Peppers e Ramones, a banda formada no final de 2004 para aliviar o estresse da vida de colegial tenta produzir um som diferente e original, sem sair do padrão pop rock e evitando virtuosismos exagerados.

O grupo, que primeiramente não tinha muitas pretensões, sobreviveu e agora, com seus membros em faculdades diferentes, encara sua própria existência com mais seriedade.

“Como toda banda de garagem, nosso sonho é conseguir um lugar ao sol, um reconhecimento.A banda surgiu para aliviar a rotina cansativa de colégio, provas, trabalhos.Cinco jovens resolveram se juntar para tocar aos sábados.” conta Bruzzi.

A relação da banda com a internet é ótima, sendo esta a principal maneira de divulgação do grupo. O Três Meia Zero tem seu próprio fotolog (www.fotolog.com/tresmeiazero), página de internet voltada a publicação de fotos da banda, e um espaço no portal de bandas independentes “Trama Virtual” (www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=29986) difundindo informações e músicas no formato mp3 para o internauta escutar e salvar em seu computador gratuitamente.

Por enquanto foram gravados em estúdio e divulgados apenas três singles: as agitadas baladas “Um Dia” e “Impossível” e a mais nova canção da banda “Desliga a TV”, música que teve boa aceitação do público internauta.

Ainda é cedo para prever o futuro da banda, porém vale a pena conferir o entrosamento de um grupo formado por grandes amigos, fazendo uma música independente e sem compromissos empresariais.

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Sandro Neves



Massa funkeira invade a Lapa
23 Outubro 2006, 6:10 pm
Arquivado em: Danilo, Funk

O consagrado evento “Eu amo baile funk”, dessa vez tendo como mestre de cerimônias Mc Galo, contou com a presença de grandes nomes do funk, como Mr Catra e Mc Sapão, reunindo quase três mil pessoas no Circo Voador no sábado, 14. Mcs mais antigos deram o ar de sua graça. Gil, Mascote, Danda e Tafarel levaram o público à loucura cantando seus grandes sucessos.

A surpresa da noite foi a presença de Mr. Catra, conhecido por chegar sempre atrasado nos seus shows, tendo chegado logo no início do show, antes da meia-noite. Contrastando com o bom clima que rolava dentro do baile, houve uma grande falha dos organizadores do evento ao colocar uma grande atração já no início do show e preencher o espaço entre  a primeira atração e a próxima  com alguns Dj’s não tão conhecidos, que acabaram tocando músicas repetidas, deixando o evento um pouco monótono.

A aparição inesperada de Catra foi responsável pela desistência, por parte dos que estavam do lado de fora, de entrar no Circo. Guilherme Lima, 18 anos, morador da Tijuca, foi um dos que não conseguiram entrar. Ele reclamou da falta de organização na bilheteria e do grande número de cambistas em torno do local vendendo ingressos por 40 reais. Os que conseguiram entrar tiveram o prazer de ouvir as novas gravações de Mr Catra: “Mamada de manhã” e “Você Sobe”.


Segundo Carolina Gonçalves, 20 anos e moradora de Laranjeiras, toda a espera valeu : “O show do Sapão foi muito bom”, afirmou ela, que cantou todos os sucessos do Mc. Durante o espetáculo não houve nenhuma briga nem incidentes graves, a não ser por dois espectadores que subiram no palco durante o show de Mr Catra, mas foram retirados pela equipe de segurança sem maiores problemas.

A próxima edição do “Eu Amo Baile Funk” ainda não tem data certa, sabe-se apenas que será em novembro, provavelmente no feriado do dia 02/11. A grande expectativa de alguns dos espectadores entrevistados é a presença dos Mcs Gorila e Preto, conhecidos por trazer mulheres da platéia para o palco para executar a já famosa “Posição da rã.
 

Para ouvir os funks do momento clique aqui:

www.funkneurotico.net

www.pesadao.com

www.funkbrasil.com 

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Danilo Soares