No dia 11 de agosto o glorioso Zeca Pagodinho levou a um dois mais prestigiados palcos do Rio de Janeiro, a Fundição Progresso, seu último show- Gafieira. Começando pontualmente às 23:00, o Mestre, trajando o característico paletó e calça branca começou cantando “Beija-me”, um dos maiores sucessos do novo Cd MTV Acústico.
Com um público estimado em 10 mil pessoaso show rolou tranquilamente sem nenhum resgistro de confusões. O público, na faixa dos 25-40 anos, sambava alegremente acompanhando em todas as músicas o animado Zeca, “Ratatuia”, “Dona Esponja” e ”Quem é ela” botaram os fãs para dançar animadamente em casais. Um dos momentos de maior emoção ocorreu quando Zeca Pagodinho começou a cantar “Quando a Gira Girou”, música na qual ele conta a história de uma desgraça que se abate sobre ele e sua companheira e, mesmo assim, o casal permanece junto.
Por volta de 00:40 o show acabou e o público não saiu do local, pedindo bis. Segundos depois Zeca voltou e cantou mais três sucessos e no final entregou sua taça de cerveja a um fã que estava na chamada “fila do gargarejo”, virou de costas e atirou sua toalha branca para os fãs. De maneira magistral mais um show acabou. Ainda não há previsão para um próximo.
Danilo Soares
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No início dos anos 80, surgia em Salvador um conjunto musical chamado Gera Samba. O grupo se tornaria um grande fenômeno da mídia a partir dos anos 90, quando começou a fazer sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas com problemas relacionados a direitos autorais, o nome teve que ser mudado para É o Tchan. Excetuando esses pequenos percalços, Beto Jamaica, os dançarinos Jacaré, Débora Brasil e Carla Perez além do bem humorado empresário e cantor Compadre Washington faziam shows por todo o Brasil cantando os grandes sucessos como a Dança da Bundinha e a Vai ralando na boquinha da garrafa, presentes em seu segundo Cd “Gera Samba”, de 1995.
Mas nem tudo eram flores dentro do grupo. A dançarina Débora Brasil decidiu sair do grupo, gerando uma grande dúvida sobre quem seria a nova morena do Tchan. Tudo foi resolvido com um concurso nacional, organizado pelo programa do Faustão. A vencedora foi Sheila Carvalho, que passou a integrar o grupo a partir de 97.
Dois anos se passaram e foi a vez da musa Carla Perez sair de cena para realizar seu grande sonho, ser apresentadora de um programa infantil. Um novo concurso foi organizado, dessa vez por Gugu Liberato. Mais uma Sheila ganhou, dessa vez a Melo. Com tantas mudanças em sua formação, o sucesso já não era mais o mesmo, nem com o clipe “Dança do Ventre”, gravado no Egito e com uma série de novas coreografias pra lá de sensuais, criadas pelo coreógrafo do grupo, o Jacaré.
No ano de 2001 uma séria denúncia de agressão abala um dos pilares fundamentais do conjunto. “Cumpadi” Washington, como era carinhosamente chamado por Beto Jamaica, estava sendo acusado pela imprensa de agredir Sheila Carvalho. A denúncia jamais foi confirmada por nenhuma das partes, mas não havia mais clima para o grande “Cumpadi” no grupo. Sua saída provocou grande comoção nos fãs mais fiéis ao grupo.
Mais um concurso, e o vencedor foi Renatinho Xisto. Aproximadamente um ano após sua saída foi a vez de Beto Jamaica dar adeus, seu lugar foi preenchido por Tony Salles. As duas últimas mudanças realmente abalaram o grupo. E mais uma estaria por vir. A saída de Sheila Melo ocorreu pelo mesmo motivo da de Carla Perez. Com a terceira loira do grupo, Silmara Miranda, um novo sucesso foi lançado: Dança da Tomada. O grupo que já estava descaracterizado ficou mais modificado no ano de 2005 com a saída de Sheila Carvalho e a entrada das morenas Aline Rosado e Juliane Almeida.
Apesar de não ter nem metade do sucesso que possuía no início da carreira, o grupo, ao completar 10 anos como É o Tchan, lançou um DVD comemorativo, no qual reuniu todos os integrantes e ex-integrantes da banda. Ainda a venda nas lojas, é a última chance de curtir o som do saudoso grupo.

Danilo Soares
Nesse sábado, 25/11, aconteceu no Pontal de Jurujuba, em Niterói, a segunda edição do evento de música eletrônica Aldeia. O evento que em sua primeira edição recebeu cerca de quinhentas pessoas, agora teve sua capacidade aumentada: mais de quatro mil ingressos vendidos.
O evento, antes conhecido como “private” (expressão dada para raves – festas de música eletrônica – menores, normalmente com djs menos conceituados e com o preço mais acessível) agora vem ganhando tradição, conquistando espaço na cena eletrônica.
Um diferencial do evento é o ambiente voltado à conexão entre o homem e a natureza, fazendo da Aldeia um fórum cultural bastante exclusivo no Rio de Janeiro, reunindo amantes da música eletrônica e de causas ambientais.
O cenário escolhido para a festa não poderia ser mais inspirador: duas praias paradisíacas incrustadas numa pedreira. Uma área repleta de árvores centenárias circula o palco e o público.
O primeiro Dj a tocar foi o brasileiro Flutuance, às 23:59 horas. Entre outras atrações a festa contou com performances dos israelenses PTX, Atomic Pulse, Ultravoice e Delirious, além do australiano Kasey Taylor e do mexicano Kore, que fechou o evento, terminando sua apresentação às 20 horas de domingo.
O público, como na primeira edição, mostrou-se satisfeito e fiel à festa, fazendo dela um sucesso, o que torna bastante provável a produção de uma terceira edição da Aldeia, ainda maior e com Djs mais famosos.
“É muito bom vir a uma festa tão bonita, sem confusão, com pessoas que realmente curtem a música eletrônica e o verde. É legal ver a Aldeia evoluindo e chegando perto da Orbital e da E-Music (eventos maiores, já tradicionais no Rio de Janeiro)” – conta o estudante Murillo Camargo, 18. Resta agora esperarmos a terceira edição e torcer para que esta seja igual ou melhor que os eventos passados. A música eletrônica e o meio-ambiente agradecem.
Sandro Neves
Antes da chegada de Agosto, as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro já estavam em clima de espera. O Cirque du Soleil, companhia canadense fundada em 1984, da qual pode-se dizer ter a unanimidade entre o público no que julgam os seus espetáculos como alguns dos melhores do mundo, senão mesmo os melhores, veio pela primeira vez numa temporada ao Brasil. A euforia e o reconhecimento internacional anteciparam em muitos meses a sua chegada. Os ingressos já estavam disponíveis em Abril e, logo no primeiro dia de vendas, o despachante da Musimix, tendo chegado por volta das onze da manhã no ponto de vendas do Barra Shopping, RJ, só conseguiu os ingressos às cinco da tarde. Somado a isto, os preços dos lotes seguintes, em aumento galopante, comprovaram a procura da classe média pelo Cirque du Soleil.
A corrida foi compreensível, e o atraso do espetáculo em vir para o Brasil, gritante. Segundo a organização do evento, a trupe nunca veio por falta de patrocínio. A estrutura, de acordo com a direção do espetáculo, é muito custosa: são 51 artistas, além de toda a equipe técnica. Para cada artista, exige-se em média quatro técnicos. Todo o equipamento inclui também a tenda de 50 metros, pesando cerca de 150 toneladas, que foi transportada de Buenos Aires para São Paulo numa carreta. Essa estrutura é uma pequena parcela do que é o Cirque du Soleil. O grupo ainda emprega 900 artistas de mais de 40 nacionalidades, e está com seis espetáculos itinerantes em cartaz no momento.
Toda complexidade da estrutura e qualificação dos artistas são indícios do que o espectador pode esperar. A Musimix, no dia 14 de novembro, teve o concorrido e elitista privilégio de conferir o espetáculo Saltimbanco. A história, completamente musical, trata da vida de um garoto que vive num reinado e vive as transformações por que passam sua vida e sua cidade.
Dividida em doze atos, a peça tem o cenário dividido entre malabarismos, trapézio, palhaços, corda bamba e dança. E, é claro, a banda, que, de importância vital, encaminha ao vivo todos os temas. Entre toda variedade dos atos, é exatamente a música a exercer o papel de união. A trilha sonora, com uma música própria para cada ato, tem desde a clássica circense Kumbalawé; a bela Il Sogno di Volare, cuja performance se passa nos trapézios, com os artistas a dançarem nos ares enquanto volitam panos de seda; a lírica Amazônia, onde a marcante voz feminina sugere algo de poesia, até a trilha que ancora e climatiza a aparição da Morte, uma das mais interessantes personagens, que teria seu impacto reduzido a nada sem a inspiração da música. E “inspiração” acaba sendo a síntese de Saltimbanco, onde a teatralidade do Cirque du Soleil, com seu conhecido apreço pela perfeição, encontra seu caminho para a emoção do público através da música. E consegue plenamente: pode-se ver no rosto do público, ao fim do show, algo que beira o choque. Resta a esperança de que o Cirque du Soleil possa vir mais vezes, ir em mais cidades e, preferencialmente, com preços mais populares.

Confira o repertório do CD Cirque du Soleil – Saltimbanco.
1 – Kumbalawé
2 – Saltimbanco
3 – Cantus-Mélopée
4 – Norweg
5 – Kazé
6 – Barock
7 – Adagio
8 – Amazonia
9 – Pokinoï
10 – Il Sogno di Volare
11 – Horéré Ukundé
12 – Rideau

Pedro Chaves
Defalt 69, banda de rock paulista com sete anos de existência, revela para o Musimix as idéias e a história da banda. O quarteto da cidade de Itu é composto por: Felipe (Fél), 21, no vocal e no baixo; Beto (Borbo), 21, na bateria; Paulo (Zoio), 21, e Luiz Fernando (Butt), 20, na guitarra.
Defalt 69 é formada por músicos ecléticos e seu estilo musical tem Rock’n’Roll como essência. Cada integrante possui ídolos diferentes e não são presos a um estilo só. “A gente escuta de tudo mesmo: desde Chico Buarque até um Hatebreed [banda que mistura Metal com Hard Core]”.
As letras e melodias da banda têm como maior inspiração o próprio cotidiano dos integrantes. Experiências de amigos, pôr-do-sol, chuva ou até mesmo bandas são fatores que influenciam em suas composições. Bandas como: New Found Glory, Blink 182, Homegrown, Midtown, The Ataris e Fenix TX, “entre outras que a gente ama de paixão e sempre esquece” – brinca o baixista e vocalista da banda.
O nome da banda surgiu de uma brincadeira do Fel e do Butt com o dicionário em 1999. Ao precisar de um nome pra banda, eles acharam no dicionário a palavra Default e decidiram que esse seria o nome da banda. O nome Default infelizmente já estava sendo usado por uma banda do exterior. Retiraram então a letra u da palavra e acrescentaram o número 69 no final: “Nem me lembro porque (risos) e ficou Defalt 69”.
Para Defalt 69, o cenário da música brasileira é sensacional, devido à imensa variedade de estilos e artistas. Afirmam possuir músicas e artistas de altíssima qualidade para todos os gostos. Entretanto a banda acredita que falta investimento das gravadoras em artistas com qualidade ao invés de investir em bandas fabricadas pelas gravadoras (indústria musical). Falta espaço na mídia, divulgação e oportunidades para as bandas independentes.
O cenário underground paulistano é grande, na opinião da banda, possuindo muitos lugares para tocar e várias pessoas receptivas. Os aspectos negativos para eles é a falta de profissionalismo de algumas bandas, equipamento de baixa qualidade em algumas casas de shows e o complô das bandas em evidência, que realizam show com apenas membros desse seleto grupo que é muito difícil de participar.
No final da entrevista, a banda agradece o Musimix e a Tatiana Bulhon, que indicou a banda, pela oportunidade de expressão ao mostrar para o público suas idéias e história. Defalt 69 pede para divulgar também seu fotolog, site da banda e site com suas músicas em formato mp3. “E se deus quiser, ano que vem terá bastante show do Defalt” – diz Fel.

Mp3: http://www.purevolume.com/defalt69
Site: http://www.defalt69.com.br
Fotolog: http://www.fotolog.com/defalt_69
Walmir Junior
Na última quarta-feira ocorreu na Escola Dínamis, em Botafogo, um evento beneficente chamado de Solidariedade é Show, organizado e apresentado por alunos e ex-alunos da escola. Além de apresentações de crianças da 1ª série do ensino fundamental e de outras dos Jardins 1,2 e 3, houve duas apresentações de bandas iniciantes, formadas por alunos dos 2º e 3º ano do ensino médio.
A primeira banda a subir no pequeno palco montado na quadra poliesportiva foi a Death Evil, trazendo um Heavy Metal extremamente barulhento, mas de boa qualidade. A banda que completa um ano de existência em Dezembro teve que pedir emprestado, minutos antes de entrar no palco, uma guitarra, pois duas cordas de seu guitarrista haviam se rompido. Depois do imprevisto eles subiram ao palco tocaram três músicas de autoria própria.
Logo após a primeira apresentação, a grande atração chegou. A banda Lost Heavens, formada por Vicente Curi, Pedro Maia, Lucas Ventura e Josué Amado todos alunos da escola desde o maternal era aguardada por um grande número de alunos. Segundo a diretora da unidade, Vera Lúcia, havia aproximadamente 150 pessoas assistindo ao show.
Apesar de ser o primeiro show do grupo, eles não deixaram o nervosismo causado pela estréia da banda atrapalhar o show e tocaram músicas dos Rollin Stones (Jumping Jack Flash) O Rappa (pescador de Ilusões) e para finalizar Enter The Sandman do Metallica.Às 22h o show teve que ser finalizado em decorrência da presença de um hospital particular nas imediações da escola, o que acabou revoltando o público que pedia animadamente por mais uma música, porém isso não foi possível. Ao acabar o show o líder e baterista da banda, Vicente Curi foi ovacionado pelo público e se jogou nos braços da platéia saltando de cima do palco.
Para ver a apresentação basta entrar no site www.youtube.com e digitar o nome da banda.
Danilo Soares
Você sabe quem é Stevie B? Se a sua resposta for não, pense outra vez. Quem viveu a década de 80/90 provavelmente já escutou grandes hits desse artista, seja em bailes, festas de quinze anos ou no radio do vizinho.
Stevie B é um cantor e produtor norte-americano que teve muito sucesso, mais no Brasil do que nos próprios Estados Unidos, no final dos anos 80 e no inicio dos anos 90. Suas músicas do estilo funk melody (termo brasileiro para o Miami Bass ou Freestyle norte-americano) foram temas de novelas, aberturas de programas e trilha sonora de muitos eventos. Seus maiores sucessos foram “Party your Body”, “Because I Love You (The Postman Song)” e “Spring Love” (música dona de uma das batidas mais usadas no funk carioca). Após o declínio do Miami Bass nas rádios, o Rei do Funk Melody – jeito como Stevie B era chamado pelos fãs – sumiu, dando espaço para gêneros como o Dance e o House.
Com o recente ressurgimento do funk carioca nas rádios nacionais, e sua divulgação até em outros países, os artistas do gênero mais melódico tiveram novas chances para voltarem à mídia. Assim fizeram artistas como o Mc Marcinho, Mc Andinho e Mc Sapão.
Constatando esse fenômeno no Brasil, país que mais teve sucesso, Stevie B, que estava morando na Califórnia, anunciou uma longa turnê por aqui, precisamente no Rio de Janeiro, berço do funk nacional.
Fechando contrato com a Furacão 2000 (maior produtora do gênero), Stevie B e Korell (outro cantor de funk norte americano) já começaram uma longa seqüência de shows por diversos clubes, chopadas e casas noturnas do Rio. A apresentação mais divulgada, que praticamente inaugurou essa nova fase do Rei, foi a feita no dia 11 de novembro no Circo Voador, na Lapa, tendo todos os seus ingressos esgotados rapidamente.
Se a turnê continuar o sucesso que está, provavelmente você vai voltar a ouvir o nome Stevie B. Fique ligado na radio.
Sandro Neves
